BRUMAS mists
a film by Ricardo
Costa
pressbook
opened March 23, 2011
Quad Cinema
press release March 1
REVIEWS
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
MISTS: MEMORY AND MEANING IN
By Michelle Orange
A city symphony composed in a
Mediterranean tempo, Mists is also a personal look at the way certain memories
imprint over time. (…) Costa turns from the meditative examination of old
photos to a series of quotidian scenes so slow-moving, they could be tableaux.
(…) Costa appears occasionally, a motif in his own memory, wearing dark
sunglasses while he holds a boom mic above the
rustling waves or watches Maria José’s soccer-loving great- grandsons shift
from shyness to swagger in a moment. There is little dialogue and no proper
narrative; what Costa shows us about life in Peniche
is elusive by definition and will be recognized intuitively by those who
remember their own limitless yet securely circumscribed childhood afternoons.
BRUMAS: MEMÓRIA E SIGNIFICADO EM
PENICHE (Village Voice, 23 de Março 2011)
Por Michelle Orange
Sinfonia urbana composta a um ritmo mediterrânico, Brumas é
também uma visão pessoal sobre como certas memórias ficam gravadas no tempo. (…)
De uma meditação feita a partir de velhas fotografias, Ricardo Costa esboça
cenas de um movimento tão lento que quase se tornam quadros. (…) De óculos de
sol, surgindo só de vez em quando, motivo próprio das suas memórias, ora
observa uma figura com um microfone suspenso numa “perche”
a gravar o som das vagas ora os acarinhados netos da Maria José, fãs de
futebol, que de um momento para o outro perdem a timidez e se atrevem. Pouco
diálogo há, narrativa quase nenhuma. Aquilo que Costa nos dá a ver da vida que
se vive em Peniche é por natureza impreciso e só intuitivamente será
reconhecido por quem se lembra das suas ilimitadas mas certamente bem
circunscritas tardes de infância.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
MISTS
(Film Journal, March 23, 2011)
By Eric Monder
Mists tells the story of a people as much as a place
in a nonlinear fashion that demands patience but is worth viewer effort.
Ricardo Costa’s feature will remind some of the work of the great French New
Wave documentarians, though it is less visually intriguing. Still, the concept
works well enough. (…) Costa’s dialectical editing of the footage is what
makes Mists a unique experience. (…) In any case, Mists is more
concerned with the impact of past events on the present and how memory and
storytelling could hold the key to ending a cycle of violence and suffering. By
cutting from one character and story to another and invoking the past without
the aid of archival materials, Costa creates more of a cinematic essay than a
documentary per se, and that makes Mists a wise and thoughtful work.
What it lacks in “art,” it makes up for in ideas and insight. Hopefully,
audiences will appreciate that.
BRUMAS
(Film Journal, 23 de Março 2011)
Por Eric Monder
Brumas conta uma história de pessoas e de um lugar de um modo não linear que
requer certa paciência mas que
merece que nos esforcemos por ver. A longa-metragem de Ricardo Costa faz-nos
lembrar as obras dos grandes documentaristas da Nova Vaga francesa, embora seja
visualmente menos elaborada. (…) No entanto, a ideia funciona perfeitamente.
(…) A montagem dialéctica do material é aquilo que faz de Brumas uma
experiência única. (…) Em todo o caso, Brumas centra-se mais no impacto
que os acontecimentos do passado têm
no presente para que a memória e o contar da história se possam tornar a chave
que porá fim a um ciclo de violência
e de sofrimento. Passando de uma personagem e de uma história para outra e
invocando o passado sem recurso a imagens de arquivo, Costa cria mais um ensaio
cinematográfico que um simples documentário e isso faz com que Brumas se
torne obra ponderada e sensata. O que lhe falta em “arte”, sobra em ideias e
profundidade. É de esperar que os espectadores apreciem isso.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
TIME,
AND AGAIN, GLIMPSES OF YOUTH (
By Neil Genzlinger
Ricardo Costa prefers realism of
the rambling variety in “Mists,” a documentary-ish
film that looks in on Peniche, the Portuguese fishing
town where he spent his childhood. It starts out as if it’s going to be a
simple story of reuniting with the now-graying housemaid who helped raise him,
but it isn’t really about her. Instead it sketches an impressionistic portrait
of a town simultaneously removed from the world and touched by It (…).
O TEMPO E, MAIS AINDA, RESTÍCIOS DE JUVENTUDE
(New York Times,
24 de Março, 2011)
Por Neil Genzlinger
Ricardo Costa prefere o realismo da errante variedade de Brumas,
filme meio documentário centrado em Peniche, terra portuguesa de pescadores em
que ele viveu a infância. O filme começa como a simples história de um encontro
com a criada, agora de cabelo branco, que o ajudou a crescer, mas não é dela
que verdadeiramente se ocupa. Em vez disso
esboça o retrato impressionista de uma terra ao mesmo tempo distante do mundo e
por ele marcada (…).
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
MISTS
(Slant
Magazine, March 25, 2011)
By Diego Costa
Portuguese
filmmaker Ricardo Costa contemplates his hometown, Peniche,
by re-encountering his former nanny (Maria José), 50 years later, in Mists.
Akin to Pedro Costa's meditations on affect and geography through the delicate
probing of real people “doing real things”, this is a lovely essay
film/documentary about the ruthlessness of time and the soothing power of
remembrance.
There is a
gentle lack of artificial intrusions in the frame. People's stories are etched
on their faces unabashedly, their photographs nailed to the wall on the corners
until they disintegrate. With their toy guns, sharp knives,
video games, and jumping off cliffs into the ocean, boys play in the same space
where adults work”.
BRUMAS
(Slant Magazine, 25 de Março
2011)
Por Diego Costa
Em Brumas, o realizador português Ricardo Costa contempla a sua terra natal, Peniche, mediante um
encontro, passados cinquenta anos, com a empregada (Maria José) que o ajudou a criar. Tal como nas
meditações de Pedro Costa sobre o afecto e a geografia através do
delicado confronto com pessoas reais “fazendo coisas reais”, trata-se de um
filme de ensaio em forma de documentário sobre a dureza do tempo e o poder
sedativo da lembrança.
Há uma delicada ausência de intrusões artificiais no quadro. As
histórias que as pessoas contam surgem inequivocamente estampadas nos seus
rostos, os seus retratos pregados nos recantos das paredes desvanecem-se. Com
metralhadoras de plástico, facas afiadas, jogos de vídeo, com mergulhos do alto
das falésias, os garotos brincam ao lado dos adultos que trabalham.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
MISTS
(Gurubootcamp, March 25, 2011)
By Eric Monder
Mists seems at first to be a
travelogue of a segment (in this case,
BRUMAS
(Gurubootcamp,
25 de Março, 2011)
Por Eric Monder
À primeira vista Brumas parece ser uma crónica de viagem de um
segmento (neste caso, Peniche, Portugal), mas logo se desloca para outro,
redução convertida em direcção. Realizador-produtor-fotógrafo-montador,
Ricardo Costa mistura reportagem da sua terra natal à beira-mar, filmada em
2001, com narrativas proustianas sobre a sua ama e
criada de seus pais, Maria José (agora bisavó), e com as de uma figura local,
Dias Lourenço, antigo preso do regime de Salazar na década de setenta. A História e a existência encontram-se
conciliadas no filme quando o 11 de Setembro de 2011 abala a vida agora
pacífica de um local dantes marcado por uma persistente tragédia a que se segue
a Revolução dos Cravos de 1974.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------